Retinoblastoma

Retinoblastoma é o nome de um câncer ocular originário das células da retina e que pode ser uni ou bilateral. Trata-se de um tumor ocular infantil que pode levar a óbito, se não for devidamente tratado a tempo por especialistas. Geralmente, o retinoblastoma se manifesta com baixa visão, estrabismo, irritação e compressão pelo crescimento tumoral. Outros sintomas são: olhos vermelhos, processo inflamatório, deslocamento de globo ocular, dor intensa e cegueira.

Esse tumor intra-ocular pode crescer preenchendo o globo ocular e se infiltrar através do nervo óptico. Pode ainda se estender ao líquor e invadir o sistema nervoso central. Além disso, pode ainda disseminar-se à distância para gânglios linfáticos, ossos, fígado e medula óssea.

O retinoblastoma é um tumor de cor branca e apresenta como principal sinal a "pupila branca", que provoca um brilho diferente no olhar da criança quando exposta à luz, principalmente ao flash da máquina fotográfica. Isso também é conhecido como “doença do brilho do olho do gato”.

Causas

O retinoblastoma é o tumor maligno intra-ocular mais frequente na infância e estima-se que seja responsável por uma incidência de aproximadamente um caso a cada vinte mil nascidos vivos. Tem causas genéticas, podendo ser hereditária ou esporádica, essa decorrente de mutações em células da retina. Pode ainda ser congênito ou aparecer durante os primeiros anos de vida de crianças. Na maioria das vezes, acomete crianças na fase pré-verbal, por isso, qualquer suspeita de caso de retinoblastoma deve ser encaminhado para consulta médica imediatamente.

Tratamento

Nos últimos anos, os tratamentos para o retinoblastoma evoluíram muito, porém isso tudo depende do estágio de evolução da doença. Tumores pequenos, em geral, são tratados com laser; os médios são tratados por quimioterapia, braquiterapia, fotocoagulação e laser. Já os tumores grandes, na maioria dos casos, só podem ser tratados com a remoção do globo ocular. Quando há invasão do sistema nervoso central ou metástases à distância, usa-se a combinação de quimioterapia e radioterapia com placas para se obter melhores resultados. No entanto, todos os tratamentos são mais bem-sucedidos quanto menos avançado é o estágio da doença

Importante:

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