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Na volta às aulas, atenção: dificuldade na aprendizagem pode ser um sinal de problemas de saúde
Para as crianças tudo é novidade. São curiosas, agitadas, observam tudo que acontece ao seu redor. Estão sempre em busca de novos aprendizados. Entretanto, o prazer das descobertas pode ser abalado por deficiências visuais e auditivas, e o pior, em muitos casos, sem que os pais e professores notem. A dificuldade na aprendizagem pode ser um sintoma de que algo não vai bem com a saúde!

Com a volta das crianças à escola, pais e professores devem ficar atentos ao comportamento dos filhos e alunos. Os pequenos dão sinais de que não estão enxergando ou ouvindo bem, o que pode comprometer, inclusive, o desempenho nos estudos.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 30% das crianças apresentam algum tipo de problema nos olhos. Destas, 20% vão precisar de óculos na idade escolar. Por isso, devem ser considerados sinais como chegar muito próximo à televisão, ter dores constantes de cabeça, franzir a testa para conseguir ler ou enxergar algo e esfregar os olhos com frequência. O médico oftalmologista Marcello Colombo Barboza, diretor do Hospital Oftalmológico Visão Laser, em Santos (São Paulo), alerta ainda aos professores que observem se o aluno demora para copiar as atividades, tem falta de atenção ou necessidade de sentar muito perto da lousa. “No fundo, o motivo de desatenção, desinteresse e da dificuldade em aprender pode ser um problema de visão, que ainda não foi descoberto. Daí a importância de levar a criança ao oftalmologista anualmente, já a partir do primeiro ano de vida”, diz Colombo Barboza.

“Os professores, muitas vezes, são os primeiros a identificar problemas de visão nos alunos, que reclamam de dificuldade para enxergar a lousa. Na perda auditiva, a situação não é diferente. Lentidão no aprendizado ou falta de concentração podem ser sinais de perda auditiva”, afirma Talita Donini, fonoaudióloga do Hear the World. Estima-se que no Brasil a cada mil crianças recém-nascidas 3 a 5 são surdas. Crianças em idade escolar que são portadoras de deficiência auditiva leve e flutuante chegam a 15%, sendo que 2% delas exigiriam o uso de aparelhos de amplificação sonora. A falta de atenção é um dos sinais, assim como, pedir com frequência para aumentar o volume da televisão, preferir brincar sozinha, se mostrar “avoada”.

É de extrema importância ter estes profissionais bem orientados, pois eles convivem com as crianças boa parte do tempo e precisam estar capacitados para reconhecer a perda auditiva ainda no princípio. “Como o problema é assintomático, registros comprovam que, em média, as pessoas levam sete anos entre detectar o problema e iniciar o tratamento”, informa Talita. “É fundamental detectar o problema precocemente para não comprometer o desempenho escolar da criança e assegurar a qualidade visual para toda a vida, uma vez que o olho humano adquire sua forma definitiva aos sete anos de idade”, finaliza Colombo Barboza.

Preocupados com os dados, uma iniciativa inédita no Brasil se propõe a alertar os pais e educadores a identificar os sintomas da perda auditiva nos alunos e a procurar a solução adequada. A ação faz parte do Hear the World (www.hear-the-world.com/br) que tem por objetivo conscientizar o público em geral sobre os cuidados com a audição, e no Brasil, acabam de incluir a produção de um vídeo, o filme “Ouvir e Aprender” para ampliar os resultados.